As Cinco Marcas da Missão

A oração que Jesus ensinou aos seus discípulos

A estrutura abrangente que define a missão holística da Igreja de Contar, Ensinar, Cuidar, Transformar e Valorizar.

Proclamem as Boas Novas do Reino.

Esta primeira marca representa a origem de toda a ação missionária. Definida pelo Conselho Consultivo Anglicano em 1984 com foco no evangelismo pessoal, ela constitui o testemunho verbal inegociável da fé cristã. Trata-se da proclamação do "Reino de Deus" — o governo soberano, redentor e restaurador de Deus sobre todas as dimensões da vida. Essa visão abrangente anuncia que, em Jesus Cristo, Deus atua para curar, reconciliar e renovar todas as coisas, servindo como o alicerce teológico para as demais marcas.

Ensinar, batizar e nutrir novos crentes.

Decorrente diretamente da proclamação, esta segunda marca aborda a tarefa essencial do discipulado. Ela destaca que a responsabilidade da Igreja não se encerra na conversão, exigindo processos intencionais de ensino da fé, acolhimento e integração das pessoas à comunidade por meio do batismo, além da constante nutrição espiritual. Esse cuidado assegura a maturidade espiritual e a sustentabilidade da Igreja a longo prazo, capacitando discípulos maduros a também participarem da missão de Deus.

Responder às necessidades humanas através do serviço amoroso.

A terceira marca traz como base o exemplo de compaixão de Jesus. Ela reflete a presença do Reino de Deus ao cuidar dos doentes, pobres e vulneráveis, colocando em prática o Grande Mandamento de amar a Deus e ao próximo. Essa ação demonstra que o serviço é o coração da fé, capaz de transformar vidas e a sociedade por meio do amor e da justiça vividos no dia a dia.

Transformar as estruturas injustas da sociedade, combater a violência de todos os tipos e buscar a paz e a reconciliação.

A quarta marca destaca a dimensão profética da missão. Ela reflete uma visão profunda de que o pecado não é apenas individual, mas também estrutural. Com isso, convoca a Igreja a ir além da caridade pontual (Marcos 3) para enfrentar a raiz do sofrimento: as “estruturas injustas” que alimentam a pobreza, a opressão e as divisões. Esse chamado para combater a violência e promover a paz deixa claro que uma missão integral precisa intervir diretamente nos sistemas políticos, econômicos e sociais que moldam a vida em sociedade.

Esforce-se para salvaguardar a integridade da criação e sustentar e renovar a vida da Terra.

A quinta marca expressa a dimensão ecológica da missão, expandindo ao máximo a nossa responsabilidade. Incluída oficialmente em 1990, ela parte de uma visão teológica amadurecida de que o plano redentor de Deus abrange toda a criação. Assim, chama a humanidade a assumir sua vocação divina de zeladora do planeta, apresentando o cuidado com o meio ambiente não como uma pauta secular, mas como uma expressão essencial de fidelidade ao Deus Criador.